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Entenda como brasileira reduziu pena pela metade na Tailândia, país que prevê até pena de morte para tráfico de drogas

Caso Mary Hellen: brasileira presa por tráfico na Tailândia volta ao Brasil, diz defesa A brasileira Mary Hellen Coelho Silva conseguiu reduzir em mais da met...

Entenda como brasileira reduziu pena pela metade na Tailândia, país que prevê até pena de morte para tráfico de drogas
Entenda como brasileira reduziu pena pela metade na Tailândia, país que prevê até pena de morte para tráfico de drogas (Foto: Reprodução)

Caso Mary Hellen: brasileira presa por tráfico na Tailândia volta ao Brasil, diz defesa A brasileira Mary Hellen Coelho Silva conseguiu reduzir em mais da metade a pena de 9 anos e 6 meses de prisão que cumpria na Tailândia por tráfico internacional de drogas e retornou ao Brasil após mais de quatro anos de detenção. A jovem, moradora de Pouso Alegre (MG), chegou ao país em 5 de setembro. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A redução da pena ocorreu em um país conhecido pela rigidez das leis relacionadas a drogas. Na Tailândia, dependendo da quantidade apreendida e das circunstâncias do crime, o tráfico pode ser punido até mesmo com pena de morte. Segundo a advogada Kaelly Cavoli Moreira, a brasileira deixou a prisão após obter benefícios concedidos durante o cumprimento da sentença. Entre os fatores considerados pelas autoridades tailandesas estão o bom comportamento, os bons antecedentes e o trabalho realizado por Mary Hellen dentro do sistema prisional. VEJA TAMBÉM: Caso Mary Hellen: brasileira presa por tráfico na Tailândia volta ao Brasil, diz defesa Quem é Mary Hellen, brasileira condenada por tráfico internacional de drogas na Tailândia Quem é Mary Hellen, jovem presa por tráfico de drogas na Tailândia Redes sociais A defesa já havia informado, em abril de 2026, que a brasileira havia conseguido uma redução significativa da pena por bom comportamento. Na ocasião, também aguardava a análise de um pedido protocolado em dezembro de 2025. O trabalho desempenhado por Mary Hellen na prisão também contribuiu para a diminuição do tempo de cumprimento da sentença. Segundo as informações divulgadas pela defesa, a atividade desenvolvida por ela foi considerada no processo que possibilitou a antecipação da saída. Perdão real era possibilidade Desde 2022, os advogados avaliavam diferentes caminhos para que a brasileira pudesse deixar a prisão. Uma das alternativas era o perdão real, benefício que poderia reduzir o tempo de pena ou até extinguir a condenação, dependendo das condições estabelecidas pelas autoridades do país. Outra possibilidade discutida era a extradição para o Brasil. Como não existe tratado de extradição entre Brasil e Tailândia, a medida dependeria de articulação diplomática e de um eventual acordo de reciprocidade entre os países. CARTA: Mary Hellen escreveu para a família e disse esperar ver parentes 'o mais rápido possível' A LEI DA TAILÂNDIA: O que diz a lei na Tailândia sobre prisões por drogas Mary Hellen, brasileira presa e condenada na Tailândia Arquivo pessoal A terceira possibilidade era justamente a permanência no sistema prisional tailandês até que os benefícios previstos pela legislação local permitissem a redução da pena. Na época, a defesa já avaliava que esses mecanismos poderiam diminuir significativamente o período de encarceramento. Prisão no aeroporto Mary Hellen foi presa em 14 de fevereiro de 2022 no aeroporto de Bangkok. Conforme as informações divulgadas à época, ela e outro brasileiro transportavam cerca de 9 quilos de cocaína escondidos em compartimentos ocultos de três malas. Um terceiro suspeito foi detido horas depois com outros 6 quilos da droga. Em 27 fotos: Conheça Mary Hellen, brasileira presa na Tailandia por tráfico de cocaína Em 8 de maio de 2022, a Justiça tailandesa condenou a brasileira a 9 anos e 6 meses de prisão. A pena foi dividida em dois anos por um crime civil e sete anos e seis meses por um crime penal. Após obter as reduções previstas durante o cumprimento da sentença, Mary Hellen deixou a prisão e retornou ao Brasil em 5 de setembro de 2026. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas